Preludio
Numa manhã calma e com as gotas de orvalho gotejando das folhas na relva verde de um jardim sem fim, jazia um corpo estirado próximo a uma pedra.
O importante não seria quem foi o homem, que morreu bravamente ao ingerir uma balinha de goma, ou os feitos dele. Mas sim, quem o levou. Estava ao lado do nobre combatente, em pé, com sua mãos habeis cheias de papeis procurando o nome do guerreiro.
- Bem, acho que voce nao está na lista de hoje. Mas juro que vi seu nome de relance, na lista de amanhã.
- E agora? estou morto, você errou o dia. Como vou fazer para recuperar o tempo que me foi usurpado?
- Então né? Dá muito trabalho voltar à vida sem nascer, e eu estou adiantando o trabalho para fazer uma pequena viagem turistica, levando só as pessoas muito importantes durante a viagem.
- …
- bem, vamos indo que nao tenho a vida inteira…
- Não? mas você não é a morte?
- Tá… Tenho, mas não gosto de esterpes. muito menos de montanhas.
- hum! Interessante… Mas e de vales, nunca vi uma alma viva que nao gostasse de vales!
- Oi! Eu sei que quase nao dá pra perceber, mas nao sou uma alma viva!
- Hum? Jura? bonito penteado! É de morte, sabia?

