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Janeiro 1, 2007
Diário de morte - Página 11
Numa noite fria e escura, numa taverna proxima, tinham duas pessoas conversando:
- Eu sou um cavaleiro! - diz Sãrch.
- Mas você não pode ser um, você nem ao menos sabe cavalgar… - Diz seu amigo, gugoo.
- Detalhes… Então serei um espadachim!
- Mas como, se você tem uma coordenação motora horrivel até pra cortar pão?
- vou ser um fantasma! e sem outros contra-motivos!
- Você precisa estar morto para isso. Já viu alguma alma penada ir por ai e parar no mc donalds pra lanchar?
- ah…
- BOM, EU DOU UM JEITO NISSO! - Diz a morte em tom macabro e sombrio, num canto escuro do recinto… e ao som de ventos uivantes.
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Novembro 6, 2006
Diário de morte - Página 10
Ernest estava dirigindo seu carro pela estrada. Eram duas horas da manhã, mas nada o atrapalhava durante a viagem, até o momento em que viu pelo retrovisor uma senhora, no acostamento, vestida com uma túnica vermelho sangue.
ele para o carro, e a mulher vem flutuando em sua direção… Esnest ficou com medo e acelera o maximo permitido pelo carro. Só que ele não se dá conta de que a mulher já estava sentada no banco traseiro do carro:
- Er… Oi! Pode me dar uma carona?
- hum? pra onde?
- Para o além! Diz a voz em um tom melancólico.
- Que?
e o carro voou precipício abaixo…
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Outubro 27, 2006
Diário de morte - Página 9
Saindo de sua tumba, tinha um homem esperando-o! Mas ninguém ficava no cemitério em plena madrugada…
Geison achou estranho, e foi falar com ele…
- Uga buga! uga uga?
- Hãn?
- Ah! Desculpe, fui falar com o estranho, mas acabei falando estranho!!!
- És Geison?
- Hã… sim! mas depende… é cobrança?
- Não… Fique tranquilo… Geison Müller?
- Ah não! eu sou outro Geison… Geison MacFüren! Prazer…
- Amém… Desculpe o incomodo… - e foi para uma cripta próxima…
- …
- Eu hein… cada doido nesse cemitério… Se não estivesse morto pensaria que fosse um hospício!
Geison Errado ia voltando para sua tumba, quando sente uma mão em seu ombro e uma voz sussurra:
- Ele é a mãe da morte!
- Que-Que-Queeem… Quem? ele? Mas parecia um homem… - Diz Tentando não tremer…
- E o que isso interessa? No fim… tudo é a mesma coisa…
- Ok… e quem é você? - Geison toma coragem e se vira para encarar seu oponente, tomando o ligeiro cuidado de preparar a ossada que era sua mão direita para um gancho no desconhecido.
- …
- Ah! Oi morte…a quanto tempo… 200 anos?
- Por ai…
- Ela, não… Ele… digo, Ela estava te procurando?
- Não… estava procurando um aprendiz… Coisa tola… Convida-me para um chá?
- Não!
- Então está bem! - diz com um sorriso macabro na face branca como a ausencia de sombras.
- Eu o convido para uma cerveja!!!!
- Opa, maravilha…
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Outubro 1, 2006
Diário de morte - Página 8
Estava passeando por uma rua escura e estranha, para falar a verdade, procurando o que fazer, quando passo por um bar de aspecto sombrio. Parei em frente a ele, me pareceu um lugar interessante. O nome do bar era engraçado.
- “Anjo Caido”!
- Ahhhhhhhhh…
- Você está bem?
- Sim… ah! não, peraí, é… não estou… ai!
- Quer ajuda?
- Você aguenta muita porrada?
- Depende!
- Então segura as pontas que vou chamar reforços…
taf taf taf (som de passos distanciando-se)
Bom… o sujeito era estranho… meio branco demais, sabe? e com um cabelo negro como a morte!
Ei… Eu não gostei deste meu comentário! Nem eu me respeito mais…
Enfim, entrei e sentei-me perto de dois caras legais… brindaram e limparam as mãos, uma vez sujas de sangue, na minha capa. Gostei deles… Pena que terminando o drink, sairam correndo e deixaram a conta para minha infelicidade! Mas sem sombras de dúvidas, bons sujeitos!
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Outubro 1, 2006
Diário de morte - Página 7
Mort, Ed Mort.
Bom, é o que diz na placa. Mas não sou esse Ed, ele saiu agora pouco para resolver um caso. E por pouco dei viagem perdida, vim busca-lo e encontro a sala vazia. Sorte que não era só ele que vim buscar!!!
- Nossa mãe…
- É aqui que encontro o Mort, Ed Mort? detetive?
- Sim, mas ele…uhum, digo. eu estava,
- …
- É…
- …
- O que eu estava fazendo? Ah! estava pra telefonar para você.
- Jura? você sabia que eu estava a sua procura?
- Sempre sei… e não é só você, tem um monte de gente! Porém, dependendo da pessoa, eu sou obrigado à ameaçar de morte e enxota-las!
- Eu perdi meu marido. Você tem que me ajudar a encontra-lo…
- Eu sei onde ele está!
- Onde? É muito perigoso o lugar? Posso ir junto?
- Bom… de acordo com este documento assinado por ele, diz que vende a alma dele e a sua, sendo que tenho que buscar a sua, automaticamente quando ele morrer. Então… Vamos?
- Mas… mas…
- Nada de “mas”… Dê adeus ao ratão!
- Adeu…
- Puf… (som da foice batendo na cabeça da moça)
Nossa, como esse povo é sossegado! Eu com pressa e o tal do ED não volta…
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Setembro 28, 2006
06 Diário de morte - Página 6
[anotação]
Certa vez perguntaram pra mim:
- Qual sua religião?
E nisso rebati
- A pergunta seria interpretada por mim da seguinte forma: “você segue algum dogma sem haver nenhuma objeção?” e minha resposta seria não…
- Você tem fé? - perguntaram então
- Sim, tenho…
E o diálogo continuou:
- Acredita em algo maior que nós?
- Sim… aviões, por exemplo!
- Não, não! Algo maior, que possa cuidar de nossas vidas!
- Não me acho uma peça de xadrez! mas creio haver algo sim!
- Jesus?
- Só se for o superstar…
- Deus?
Não sei! isso eu não posso afirmar. você pode chamar por Deus, eu chamo por estrelas e Maria chama por José… nomes nada dizem!
E ele se calou! O nome dele era Clemente.
Bons tempos, em que morria gente com aquelas epidemias… o trabalho era duro, mas compensador!
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Setembro 19, 2006
Diário de morte - Página 5
Depois de pegar minha querida foice, percebi que estava chateado. Para passar este tédio resolvi imitar um pato, já que estava no ibirapuéra.
Fiquei nadando no lago pra-lá-e-pra-cá, quando ouço de longe:
- Mamãe, olhe! Um pato!!!
- Onde, meu filho?
- Ali, mamãe…
- Filho, aquilo é uma senhora! Mais respeito pelos idosos!
- Mas olha lá o bico! É um pato…
- Aquilo é uma foice. Ou ao menos parece uma…
Dando fim ao diálogo, resolvi intervir, mostrando praquéla vadia quem é velha, e o quão pato sou!
Ranquei-lhe os olhos, com minha foice, digo, meu bico, e matei os dois!
Brincadeira… não sou tão má assim! Porém estou com fome… sorte que tenho estes petiscos oculares…
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Setembro 1, 2006
Diário de morte - Página 4
-uoooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
“tum!”
Girando-e-girando, saí daquele maldito vortex. Voei em direção ao piso que mais tarde viria a descobrir que é pertencente à praça da sé.
Enquanto jazia alí, estirado por sobr a macia grama daquela pseudo-praça, gemendo como um condenado à forca, um vagabundo roubou-me a foice. Minha querida foice, amiga de tantas eras, foi-me surrupiada por um maldito porco dos infernos.
Ao tomar consciencia da minha deplorável situação, perguntei-me:
- Mas que raios de acordo aquela caquética queria propor-me, no fim das contas?
Neste exato momento, ouço uma horripilante risada, no qual jamais me esquecerei, seguida de uma frase, no qual senti eterno arrependimento de ter tirado sarro da velha:
- Você volta ao seu mundo se der-me vida eterna,
- Putz, boa essa promoção. Vou fazer uma ligação já!
…
- Alo, Joãozinho? a Maria está? que? ah, não? Então deixa o seguinte recado “vai na casa da velha, a de doce, e jogue-a no forno! Faça o que for preciso!”
Só por isso, ela vai morrer num forno, vingada por duas crianças… comigo é assim, tenho meus contatos!
e deixa eu ir pegar o safado que roubou minha adorada foice
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Agosto 27, 2006
Diário de morte - Página 3
- Iupiiiiiiiii!!!
Sabe que estou gostando deste vortice! depois que você se acostuma com o virar-e-virar, ele é muito interessante!
Hoje mesmo eu percebi que estava de ponta cabeça faz dois séculos, e descobri a causa da minha dor de cabeça infernal. Nisso tentei virar, e não é que eu continuei de ponta cabeça?
Gozado, eu tenho a ligeira impressão que isso é relativo. Eu fico de ponta cabeça se eu tento ficar certo… Então, é só eu tentar plantar bananeira que eu ficarei certo e essa MALDITA dor de cabeça acaba!
- Oba, vamos lá…
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Agosto 22, 2006
Diário de morte - Página 2
Quarta feira, 15 de peixe de 725a1/2
Página 2
Sabe quando sua mãe fala pra você não fazer gozação de velhas com verugas no nariz e moram em casas comestiveis?
Sabe quando você rejeita tudo que sua mãe falou e tira sarro da velha?
Pois bem, aprendi a lição… nunca mais tiro sarro de velhas! Escreva o que digo!
mesmo porque estou neste momento, no meio de um vortex viajando para sei lá onde!
