Contos de fadas da minha infancia…

Há longos e longos anos atrás, vivia um garotinho numa casa, junto com seus pais, seu pequeno irmão e sua tia. E nas longas noites frias de inverno, os dois irmão se juntavam encolhidos na cama para ouvir a tia contar histórias… Algumas de maravilhosos livros, outras inventadas por ela mesma… e era uma pontinha de esperança nos olhos das crianças….

E minha infancia eu cresci ouvindo histórias maravilhosas, algumas perdidas no esquecimento, como as que minha tia inventava, outras nos livros que ainda possuo…. e esses dias eu lembrei de um livro excelente, chamado “Os mais belos Contos de fadas Poloneses”, e hoje o encontrei, todo desmilingüido, tadinho… mas possivel de leitura!

e para deleite de alguém, ou não, vou transcrever neste blog um ou outro conto, a começar pelo “O Mago alfinete“, que é cheio de humor sútil. espero que alguém aproveite…

Coletiva de imprensa com o Lula

Num dia de sol, teve uma coletiva de imprensa com o lula, e diversas pessoas do meio acadêmico fizeram as mais variadas perguntas.
Me lembro bem do dia, e as perguntas que mais se destacam transcrevo abaixo.

um geneticista recem formado, levanta a mão e pergunta “Sr Presidente, Dedos são recessivos, e seus filhos podem nascer sem dedos. Algum problema com isso?”. Lógico que o lula ficou desesperado, e disfarçadamente conta os dedos do filho mais velho dele…

um jornalista muito empolgado com a chance de perguntar ao presidente, diz “Presidente, Presidente, se o Sr perdeu os dedos, quer dizer que então ainda está a procura deles?”, o presidente fica puto da vida que falam pela segunda vez nos dedos dele e tenta estalar os dedos para que os seguranças peguem o infeliz, mas com a ausencia dos dedos parecia que ele tava colocando sal, mas nao se sabe em qual prato, mesmo porque não tinha prato algum…

e a entrevista terminou, é lógico, eu fiz uma pergunta sobre como ele salga a carne nos churrascos, mas isso é para uma outra oportunidade…

Sombra

Havia um bairro… longe do centro da cidade… sabe? aqueles bairros que mais parecem uma cidadezinha? pois é, nesse bairro tinha um senhor velhinho, mas bem velhinho mesmo, e ele sempre saia para passear no fim de tarde. Esses passeios aconteciam sempre naqueles segundos depois de uma breve chuva cair, e o sol aparecia claro, mas com uma brisa agradavel. Hora perfeita pra uma caminhada.

Só que nem tudo eram flores, esse velhinho, em seus cento e tantos anos tinha uma pequena mania, ele só pisava nas sombras das coisas… uma mania besta que consumia toda a paciencia dos moradores, apesar deles terem compaixão por ele.

E num dia na praia, que ele nao tinha levado o guarda-chuva que ele sempre leva, e ficou ilhado na sombra do guarda sol alheio… mas ninguém riu, porque ele é um bom velhinho e é daquelas pessoas que não conseguimos ter atitudes sadicas.

Mas quando ele sai, ele sempre leva sua sombrinha, fazendo sombra para andar… assim nao depende do onibus andar devagar, nem dos outros (sombras de pessoas?sim!).

era um bom velhinho…. bons tempos em que eu o via caminhando calmamente, fazendo sombra no chão com seu guarda-chuva pelas ruas daquela pacata cidade….

fábula geek da salvação

Existia um concurso em digitação, onde o ganhador era quem digitaa mais rápido.
No Décimo-Quarto ano desse evento, foram chamados dois participantes ilustres: Jesus e o diabo.
Nesse concurso, você podia escolher entre os sistemas operacionais Windows e GNU/Linux, e Jesus como estava acostumado com o windows, por conta das suas historias sobre salvação e seus Control-S, escolheu esse sistema, já o diabo, vendo que os pcs eram super-rápidos, uns 486 de ultima geração, escolheu o equipamento com linux, um slackware sem interface gráfica e com o emacs (coisas do demonio!)

Depois de uma hora digitando, Jesus com seus milhares de control-s, e o diabo com seus control-x control-s (aprendeu a salvar).
Depois de 10 horas digitando, Jesus ainda com seus milhares de control-s, e o diabo nem uma vez apertando as 4000 teclas para salvar no emacs.

48 h depois de começado o concurso, só sobravam os dois… e acabou a luz…..

Todos os presentes pensaram que tudo estava perdido, que não haveriam vencedores, quando de repente volta a luz, e verifica-se que no pc de jesus tinha o arquivo salvo 5 segundos antes do fatidico ocorrido, mas não se conseguia abri-lo.
Já no pc do diabo… O arquivo não existia. O diabo pede licença, digita uns comandos e turo é restaurado. o arquivo existia, mas era de 4 minutos antes do ocorrido, e abriu normalmente…

o diabo foi o vencedor!

moral da história?

Jesus salva, mas o diabo faz backup  (e script para salvar automático!)

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Nem tudo que seduz é couro…

isso, um titulo meio nada-ver…
agora é só fazer um texto ainda mais viagem!

tudo começa com um gatinho…
não, não… é um cachorro…

tudo começa com um cachorro…
o nome dele é Piti, não pq é da raça pit bull, mesmo por que não é!
mas por conta dos pitis que ele tem as vezes…
não lembra meu nome, não lembra seu nome… esquece até de latir!
Te juro… ele fica abrindo e fechando a boca. mas som que era bom, nada…
Na verdade, bom não seria… até gosto quando ele se esquece no mute, aí não preciso sair correndo pra achar o controle remoto.

Bom, começou no gato cão, mas não vai continuar… depois dele mamãe veio me fazer um pedido: “Pedrinho, leva esse pacote pra sua avó e não volta tarde porque de noite tem lobo mal na floresta”. achei estranho… uma é que meu nome não é Pedro, outra que sou uma menina chamada paulinha e outra ainda que minha avó mora tão longe que a gente volta no tempo ao visita-la pra chegar antes do fim dos tempos. Sem falar, que ao sair ela me entregou uma túnica vermelha…

A principio não aceitei, mamãe sempre disse pra não aceitar coisas de estranhos… mas ai lembrei que ela não era estranha, e peguei!

A viagem de ida foi tranquila, passei primeiro na idade média, e estou chegando na casa da vovó…Sinto como se alguém me vigiasse, sinto calafrios…

chego no endereço escrito à mão num papelzinho, bato à porta… incrível como mamãe mudou a letra, nem parece analfabeta! até parece que sabe escrever… Uma moça atendeu, me parece muito jovem pra ser mãe de minha agora alfabetizada mãe. Será que cheguei muito cedo? uns 200 anos antes do esperado? essas viagens temporais me deixam maluca…

A moça explicou que é vizinha da minha avó, e que ela estava tomando banho… bem simpatica, ela…A convidei pra tomar café conosco, já que boas companhias hoje em dia não se encontra. E me ofereceu uma bela maçã! Vou comer depois… quem sabe NUNCA! eu hein, uma maçã de 200 anos de idade? éca…

bom… tudo foi nesse ritmo…

Pra não deixar o texto muito extenso, e todo mundo acabar dormindo, vou resumir falando que a mulher virou um príncipe quando beijou acidentalmente um sapo, o sapo virou um lobo que comeu a vovó da chapéuzinho vermelho e eu acordei, com o Piti fazendo xixi na minha boca…

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Dois corpos

Dois corpos, na cama…
Pulsando como se fossem um só.
Formando um amontoado de pele e carne,
se enroscando e abraçando.

Estamos quase chegando ao êxtase!
É evidente a excitação dela, ela mexe os lábios como se fosse espirrar.
Ouço passos no andar de baixo. Será o entregador de pizza? não… eles nunca vem!
Paro tudo e coloco a mão na boca dela, imobilizando-a com o outro braço.
Ela está gostando da situação! Vejo nos olhos dela.
Ela pensa que é mais uma fantasia minha, um fetiche para realizarmos.

A porta abre, a ultima coisa que vejo é minhas mãos cheias de sangue,
e o rosto quase horrorizado dela. chega a ser até belo, o contraste do vermelho com a pele branca, semi-transparente, dela.
creio que ela não sentiu dor, não vejo marcas perto dos olhos dela.
Tudo gira, tudo gira… não consigo saber mais que horas são!
lembro de ficar gritando “que horas são? que horas são?” por um tempo, e me respondem “3h da manhã”.
Dali pra cá mais nada. só um escuro absoluto.

Dois corpos, na cama.
Jogados como se fossem um só.
Formando um amontoado de merda,
Sangrando e putrefando.

O final é besta, eu sei, mas o que me interessa? Se estou aqui, jogando cartas com a morte…
A última coisa que quero saber é do final de uma historinha de ninar. Se ao menos fosse uma dose de scott…

Fábula do Espelho

Numa clareira de uma floresta muito, mas muito densa, hávia um castelo. E nesse castelo, no alto de uma torre muito, mas muito alta existia uma bruxa muito, mas muito má.

Depois de um dia inteiro de bruxarias, ao chegar no alto da torre mais alta do castelo, senta-se em frente à penteadeira e indaga:

-Espelho, espelho meu, existe alguem mais bonita que eu?
“sim”, Responde o espelho.
-Espelho maldito…
Fuo… (barulho do espelho voando pela janela)

A princesa e o sapo - Historinha

Existia em certo tempo, num certo reino, uma princesa muito bonita e elegante. Sempre acompanhada de suas duas criadas, ajudando nas tarefas comuns e nos extra-trabalhos…

Um dia ela estava passeando sozinha pelos lindos campos floridos do lado sul do reino, num fim de tarde, pouco antes do por do sol, quando encontrou um sapo. Lembrando-se do conto do sapo que virou principe ao ser beijado, ela resolve tentar e quem sabe assim conseguir um bom partido…

As criadas viram ao longe uma explosão e experando a poeira baixar, profundamente angustiadas procuram sua querida princesa…
Ao olhar para o chão, veem dois sapos e ao fundo ouvem uma risada maléfica (kia kia kia kia).

Moral de história?
nem sempre o sapo é um principe, mas as vezes o principe mesmo principe é sapo!! (não entendeu??? leia de novo, e de novo, e de novo…)

Schopenhauer na pratica

- Estou falando, é muito simples.

- Simples? Desculpe, mas não entendi… repita, por favor?

- Considerando a característica impassível que lhe é atribuída e explicada no exemplo anteriormente referenciado, podemos concluir que…

- hum?

- Ah! Foda-se!!!

tok tok tok (passos se distanciando pelo corredor)

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Como o _s comentou sobre “a fábula do espelho”, você pode lê-la…

Precipício

Tem areia movediça? quanto mais tento sair, mais afundo.
no momento em que vejo a luz do sol, escorrego
na hora que percebo um contorno de uma pessoa, caio rumo ao infinito
e nunca as feridas feitas nas pedras e pedregulhos, da parede do precipício, são fechadas.
Claustrofobia dialética, pânico inter pessoal.
Um mundo caotico. Em que eu tenho medo de sair de mim mesmo. E ao mesmo tempo torço para que me tirem daqui!

Socorro!
Diz uma voz que não sai! uma voz que fica em minha mente, gritando…

Alguém me ajude! Já não sinto mais meus pés. e a frigidêz com que minhas mãos estão não me servem pra mais nada além de ficar rabiscando riscos nas paredes úmidas deste fosso, para que eu saiba quantos dias desta eternidade passei só.

um dia? um ano? um século? já não sei dizer, parei de contar.
E vou vivendo, à espera de uma salvação, de mim mesmo!